Acordamos as 8h. Tomamos o café-da-manhã na varanda com vista para as construções brancas que se perdem no azul das águas. Ruy tinha cereais, banana, maçã, iogurte, leite, mel, pão e queijo philadelphia. Segundo ele, cuida de mim melhor do que minha mãe. Então seguimos rumo ao nosso roteiro de domingo: conhecer várias praias em um dia. Antes, passamos no rental store e peguei outro quadriciclo.
Primeiro fomos a Panormou Beach, que fica mais ao norte da Ilha. Só havia a gente em meio àquela paisagem exótica. Estava ventando um pouco e o céu estava encoberto. Estendemos as toalhas na areia, e começamos a praticar yoga. O sol surgiu assim que começamos as primeiras posturas. Foi um tanto surreal praticar yoga por quase 1 hora numa praia deserta de Mykonos. Só uma lancha se aproximou pela água, em certo momento.
Depois voltamos e seguimos para Psarou Beach. Andar pelas estradinhas de quadriciclo é uma diversão a parte. Você tem que subir e descer morros até chegar nas praias, e a paisagem que antecede cada descida é surreal. Assim que chegamos em Psarou Beach, vários guarda-sóis de palha, cadeiras de deitar acolchoadíssimas, lanchas, hotéis e restaurantes com baldes de champagne. Estávamos na praia mais elitizada de Mykonos. Deitamos num desses acolchoados e sentimos o sol penetrar pela epiderme. Delícia.
As 13h partimos para a Super Paradise Beach. No caminho, passamos no mercado e compramos água, sanduíche e batatas. Chegando na praia, eu mal acreditava no que meus olhos estavam vendo. As águas cristalinas cobriam a branca extensão de areia, em meio a um cenário exuberante de pedras. Não dá pra descrever tamanha beleza natural. O fato é que, de fato, eu estava no paraíso.
É comum a prática de naturismo nas praias de Mykonos. Inclusive um desses seres despidos se ofereceu pra tirar uma foto (e inclusive Ruy é praticante). Dava pra contar nos dedos quantas pessoas tinham na praia. A Super Paradise era quase só nossa. Entramos no mar Egeu, geladíssimo, e curtimos a tarde na praia que faz juz ao nome que tem. Mais tarde, apareceu um grupo de pessoas falando alto e fazendo um book estilo fotos de família. Só podiam ser brasileiros. Fui até lá interagir, também eram de São Paulo.
Voltamos para o hostel no final da tarde. Antes, mais um gyro frango no caminho. O responsável do hostel, que ia me levar pro porto, não estava lá. Então Ruy teve que me levar de scooter. Nem sabíamos onde era. Comprei o ticket em cima da hora e saímos correndo atrás do ferry que saía as 18h55. Cheguei as 18h50 no porto. Ufa. Me despedi do meu amigo-personal-massagista-professor-de-yoga-motorista-particular-cantor-compositor-poeta e da energia do fim de semana zen e maravilhoso de Mykonos. É incrível como Ruy fala coisas sobre mim que talvez nem eu mesma sabia, ou fingia não saber. E assim como a despedida em Santorini, dessa vez também deixei escorregar algumas lágrimas, sem saber o porquê. É uma salada de emoções distintas, e uma sensação boa de que há tanta beleza no mundo e nas pessoas.
Dessa vez, tive que ficar no deck do barco. Quatro horas sentada numa cadeira de plástico. Não tinha a menor idéia de que seria assim. Mas acabou sendo bem agradável, pois os australianos do hostel também estavam lá e eu fiquei conversando a viagem inteira com Marco. Fiquei tirando sarro do sotaque australiano, é muito diferente do americano e as vezes, palavras muito simples ficam difíceis de entender. Chegamos em Piraeus, o porto de Atenas, as 23h30. Meia hora de atraso. Fomos juntos pegar o metrô e torcer pra não perder o último trem do dia na conexão.
Marco é muito querido, mandou uma mensagem perguntando se eu tinha chegado bem em casa, pois eles perderam o último trem e ficaram andando 1 hora cheio de mochilas pesadas nas costas até chegar no hostel. Eu peguei o último trem no último minuto, e cheguei em casa exausta.
*** Um comentário que o vento levou ***
- Brasileiro tá ganhando dinheiro ein. Como tem brasileiro aqui na Grécia.
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