Sexta feira. Esse fim de semana programei pra ficar quietinha em Atenas.
À noite fui com Claudia, o namorado Vassiles, o irmão dele e mais um amigo ao aniversário da Mariana, uma amiga brasileira que também mora em Atenas. Claudia já tinha me avisado que era uma balada latina, ou seja, um tanto quanto bizarro.
Logo na entrada, vários seres vestidos com suas respectivas camisas sociais semi-abertas. Ao som de salsa e outros ritmos latinos, um amigo brasileiro da Mariana que trabalha lá, dançava e todo mundo o imitava. Parecia ginástica na praia, porém dentro da balada. De vez em quando tocava "música brasileira", como "pegue a latinha e bate uma na outra.. tchá tchá" ou "jogue seus braços pra trás, balança seu pescoço.... morto muito louco". Surreal ver os gregos fazendo as coreografias enfileirados.
Entre as músicas de dançar aos pares, um egípcio me convidou para dançar. Como ele era professor de aeróbica e dança (e também decorador de ambientes, se eu entendi certo), ele me conduziu muito bem, no final já me sentia no palco da dança do Faustão. Ninguém acredita quando falo que sou brasileira, todo mundo acha que sou inglesa. No fim da noite, tive até que me virar num portunhol forjadíssimo com um grego que insistia em conversar em espanhol, sonhando que é igual à língua portuguesa.
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