Fomos almoçar no Carrefour, provei um prato típico, parecido com moussaka, porém ao invés da beringela, é macarrão. Gostoso, mas com beringela é bem melhor.
Mais tarde fui com Lina, Michal e Patrick (tchecos) num barzinho no centro e logo depois, Ivy e Paula, as meninas que conheci em Creta, foram lá nos encontrar, pois estariam em Atenas até amanhã. Era um lugar bem pequeno, mas muito legal, com uma boa música tocando. Como não tinha cerveja grega, provei um chopp tcheco, chamado Pilsner Urquell. Era um pouco amarga, mas gostosa.
Voltamos para casa as 2h30, e como não tem metrô neste horário, pegamos um táxi. Lina explicou aos taxistas o caminho e disse o máximo que devíamos pagar, pois os taxistas aqui tem uma fama horrível. E não é para menos. O motorista que me levou disse que não falava um A em inglês, e de repente ele virou numa rua nada a ver, e ficou se fazendo, como se estivesse procurando por alguém. Ficou andando devagarzinho, e eu fiquei perguntando o que ele queria, se estava perdido, precisava de ajuda, ou estava procurando alguém, mas ele só resmungava. Parecia uma mula grega. Então alterei minha voz falando qualquer coisa em inglês ou português, só para ele entender que estava errado e que era pra me levar pra casa logo. Ele deu mais uma volta no mesmo lugar, achando que eu era idiota. Eu tentava me comunicar, mas a nossa conversa eram na verdade, dois monólogos independentes. Ninguém fazia a menor idéia do que o outro estava dizendo. Então uma hora ele saiu do carro, na maior lentidão do mundo, enquanto o taxímetro continuava rodando. Ele foi falar com alguém como se estivesse indo pedir informação, mas dava pra ver que ele não estava perdido coisa nenhuma. Quando ele voltou, apontei brava para o taxímetro, disse que não ia pagar, que era ridículo e que ele ia descontar depois, mesmo que ele não estivesse entendendo nada. Falei inclusive que ia chamar a "Police!", como Lina tinha me orientado caso o taxista fosse um idiota. Então ele falou "Finish!" e mandou eu sair do carro. (finish ele sabia falar). Já tinham me falado que eles fazem isso. Falei que não, que ele ia me levar. Liguei pra Lina e ela explicou o caminho ao motorista. Então ele finalmente me levou em casa. A conta tinha dado quase 7 euros. Dei 5, ele gesticulou que faltava "2" mas eu disse que "nao, ok?", aí ele insistiu, mas depois acabou concordando e só gesticulou pra eu sair logo do carro dele. Patético.
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