11 de mar. de 2009

A Torre de Pisa

18.02.09 Troquei a idéia de ir ao outlet das famosas grifes italianas (até porque minha mala não suportaria) e resolvi ir para Pisa. Me despedi de Davide e peguei um ônibus até a estação de trem. O próximo sairia em 5 minutos, o que me impediu de deixar a mala no locker antes de embarcar. Não há sensação igual à liberdade de fazer o que você quer, ir pra onde você tem vontade e fazer do seu destino um spaghetti a carbonara, como se a Itália fosse um grande cardápio de massas.

Saí correndo para pegar o trem com aquela mala enorme, sentei próxima à porta e a um simpático, porém um tanto retraído, casal de ingleses. Chegando na estação, saí em busca da left luggage room e tentei achar o ônibus que me levaria até a Torre. Até achei o ônibus, mas não o lugar para comprar o ticket e eu não estava com a menor vontade de voltar a estação. Então resolvi utilizar meu "rebuscado" italiano com a mulher da padaria da esquina para pedir direções a pé até lá.

Estava um lindo dia de Sol, o que tornou meu passeio por Pisa ainda mais agradável. Passei por uma praça, uma ponte e algumas ruas com pequenos comércios, onde tomei meu café-da-manhã quase em horário de almoço. Mais adiante, comprei um par de luvas e continuei em busca da torre torta mais famosa do mundo. Já não sabia mais se estava indo na direção certa, e em certa altura perguntei a uma Senhora, que apresentava certa dificuldade para andar e um par de óculos de sol um tanto demodé, aonde ficava a dita cuja. Ela me agarrou pelo braço e deu meia volta, desviando-se do seu caminho original. Atravessamos a rua e ela apontou gentilmente para o lado esquerdo, como quem vai mostrar onde está escondido o doce para uma criança: lá estava ela, a Torre de Pisa.

A visão da torre torta, destacando-se entre outras pequenas construções da cidade, foi mágica. Já que tinha ido até lá - pensei - era obrigada a subir, até porque não há nada mais o que fazer por lá. Depois de 292 degraus, estava no topo, o que foi um tanto sem graça, porque lá de cima não dá pra perceber que, de fato, é torto.

Volto andando novamente, porém por outro caminho. Perguntei a um estudante italiano (Pisa é uma cidade universitária) qual o melhor jeito de voltar à estação e ficamos conversando até que nossos caminhos se divergessem.

Chegando em Firenze, pego o próximo trem a Vicenza, onde chegaria por volta das 19h. Liguei para Massimo, meu próximo host do couchsurfing, que gentilmente me buscou na estação. Ele também fala português, pois já morou em Portugal e preparou com capricho para o jantar polenta com carne moida e mushrooms. Bebemos vinho e conversamos até tarde.

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