11 de mar. de 2009

O Papa é pop

15.02.09

Mal saí da estação de Otaviano, encontrei a família brasileira que conhecemos no Coliseu e foi assim que fiquei sabendo que, em pleno domingo, o museu que eu queria ir estava fechado. Então parti para o Vaticano, onde finalmente arranjei um mapa de Roma e fiquei ali sentada sob o sol nas escadas, tentando traçar o melhor caminho do dia. Um menino conversava com uma Senhora em inglês, e logo reconheci seu sotaque brasileiro. O gaúcho estava mais perdido do que eu, mas foi gentil em tirar uma foto.

Encarei a fila da missa de domingo na Basílica San Pietro e subi até a cúpula, sem saber que uma vista incrível estava a minha espera. Nunca passei por tantos degraus na vida. Chegando ao topo, só havia uma corda para se apoiar na subida em espiral, mas o que os olhos vêem não deixam mentir que vale a pena o esforço. Por estar na cúpula apreciando a bela Roma de cima, acabei perdendo o que muita gente estava esperando pra ver: o Papa dando "ciao" pela janela.

Combinei de encontrar com a Gi em Termini novamente e de lá fomos a Fontana di Trevi, que mesmo poluída de gente, me encantou naquela linda tarde de sol. Não encontro palavra melhor para descrever: é simplesmente lindo. Joguei a moedinha de praxe e fiz tantos desejos quanto quis, pois tentei perguntar como era a tradição á três pessoas diferentes, mas só havia turista ou chinês que não falava qualquer língua compreensível e ficavam me olhando, pensando o que essa doida está querendo perguntar.

De lá, chegamos ao Quirinale, a residência do Presidente, cargo abaixo do Primeiro Ministro, porém é onde ocorre a clichê troca da guarda para turista ver. Foi bem engraçado, mas no fim acabei chorando só de ouvir a banda tocar.

Mais uma caminhada até o Pantheon, “templo de todos os deuses”, a construção antiga mais conservada de Roma. No topo, uma abertura redonda é a única passagem de luz. Quando chove, um sistema de aberturas no piso canaliza a água pra rua. A arquitetura e engenharia dos romanos são mesmo surpreendentes.

Passamos novamente, porém à luz do dia, pela Piazza Navona, onde tirei uma foto com a nossa querida bandeira verde-amarela na frente da embaixada. Fui então surpreendida por um mar de turistas não-brasileiros empolgados que me viram tirando a foto e resolveram, calorosamente, juntar-se a mim. Tanta gente que mal dá pra me achar na fotografia.

Então caminhamos até a minha praça preferida, a Piazza del Popolo (popolo = povo). Ela é grande, espaçosa e tem estátuas de leões entre os chafarizes. Já era noite quando pegamos o metrô para a Piazza Spagna, que não tem nada demais, e resolvemos fazer mais uma visita a Pizzaria Baffeto.

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