10 de mar. de 2009

Quem tem boca vai a Roma

Sandro foi muito gentil em me buscar no aeroporto, em plena sexta-feira a noite, no trânsito maluco de Roma. Ele é italiano, mora em Florianópolis e é amigo de Natia, a italiana que trabalha comigo na Grécia e que foi também muito gentil em me oferecer a casa dela, mesmo não estando lá.

Quando chegamos ao apartamento, Paulo, o irmão da Natia que deveria estar a minha espera, havia saído. Fomos até o restaurante em que ele estava para buscar as chaves e voltamos. A minha pequena mala pesada de uma semana na Itália foi carregada pra cima e pra baixo. Acho que o Sandro não imaginava que alguém que ele mal conhecia daria tanto trabalho.

Sandro então me levou a melhor pizzaria de Roma, chama-se Bafetto, que significa "bigodinho". Difícil foi encontrar um lugar para estacionar. Roma, assim como Atenas oferece esse desafio constante a quem se atreve a ter um automóvel. Encontramos lá dois amigos italianos, Luca e Eleonora, o namorado brasileiro Daniel, e a amiga dele Gisele, que depois de 10 anos sem se ver no Brasil, foram se reencontrar em Roma.

Provei a pizza capricciosa, com direito a ovo frito e alcachofra, acompanhado de cerveja italiana. A massa é bem fina e ainda assim consistente, da prá dobrar e comer como se fosse calzone, enquanto a combinação absurda e suculenta do recheio escorre a cada mordida: é uma delícia.

De lá, logo ao lado, entramos num barzinho brasileiro chamado clan br. Tomei uma caipirinha clássica e depois encaramos o frio do inverno mais rigoroso da Itália dos últimos anos. Passamos pela Piazza Navona, onde tem o belíssimo edifício da embaixada brasileira. A sensação térmica era de doer os ossos, não conseguir sequer falar direito e só pensar em chegar logo a um lugar cuja temperatura permita a sobrevivência humana.

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