22 de mar. de 2011

Seja bem vindo, 2011!

O ano começou tranqüilo. O inverno convidando para uma viagem interior, curtindo os fins de semana em casa, cozinhando, cantando e lendo livros debaixo do edredom. Nunca apreciei tanto a minha companhia. O que me tirou de casa foi a liquidação de inverno nas lojas, mas o centro estava tão tóxico e doentio que não consegui ficar por muito tempo. A rua principal parecia um bar a céu aberto de tanta fumaça de cigarro. Saltos altos desfilavam com as bolsas de marca que guardavam a carteira de couro com a qual as unhas pintadas comprariam tantas coisas de que ninguém precisava, em meio às senhoras que dormiam na rua e imploravam por alguns centavos.

Hazar convidou para ir a um centro de meditação de raja yoga, o qual tenho ido de vez em quando. A  meditação de olhos abertos é um tanto psicodélica, mas a gente sempre sai de lá com a energia recarregada e se sentindo super bem.

Chiara voltou para a Itália e Lucciano para Tanzânia. Além de jantares de despedida, junto com Milena e Dibeh, fomos até o aeroporto dar o último tchau para o menino da selva.

Gloria descobriu um café zen maravilhoso perto de casa que se chama "Bliss". Tem três andares, almofadas para sentar no chão e é todo decorado em cores e objetos tão selecionados quanto seus produtos. Tudo no cardápio é orgânico, e no próprio local pode-se adquirir uma variedade de produtos naturais. Fiquei encantada por aquele lugar e voltamos lá antes da Gloria ir para os Eua. A despedida de verdade foi numa taverna em Monastiraki, com vista para Akropoli. Achei super bonitinho quando ela disse que depois de uma vida inteira nômade, fazia tempo que não chorava ao se despedir de alguém. No fim de janeiro, chegou Kat, da Califórnia, para dar continuidade ao trabalho e Yan, da Alemanha.

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