16 de mar. de 2011

Brasil relâmpago

Na quinta-feira fiquei sabendo que estaria indo ao Brasil no dia seguinte para renovar o visto. Fiz as malas rapidamente sem fazer sequer idéia do que colocar dentro e na sexta-feira após o trabalho fui direto ao aeroporto. Depois da maratona de conexões super apertadas que felizmente deram certo, no sábado de manhã já estava chegando em Curitiba.

Depois de uma surreal semana para matar as saudades em meio a correria com papeladas, burocracias e viagens relâmpago a Brasília, estava novamente em Atenas. O vôo de volta foi peculiar. Me vi rodeada por poloneses semi-embriagados. Enquanto um deles tentava pegar na minha mão, do outro lado um tentava me beijar, e o que estava sentado na frente virava para trás o tempo todo, piscando para mim. É verdade que recentemente sequer tenho certeza que estou de fato viva, mas aquela situação era irreal demais. Não sabia se aquilo estava acontecendo de verdade, se era uma pegadinha ou um filme de terror. Enquanto a comissária de bordo dizia que o vôo era não fumante, um deles pegou a carteira de cigarros e ficou se exibindo dizendo que sabia como fumar naquele avião, que segundo ele também iria cair. Não parava de falar um minuto. Sugeri a ele que se quisesse continuar a conversar com o amigo dele, que mudasse de lugar comigo ou ficasse quieto. Não deu certo. O avião nem tinha decolado ainda e eu já sabia que naquela poltrona não viajaria de jeito nenhum. Levantei e fui até os comissários de bordo, que disseram que infelizmente a classe estava lotada e não havia outro lugar que eu poderia sentar. Então tive que ser mais incisiva na colocação - a esta altura já estava disposta a ir para a primeira classe se fosse preciso - e então eles conversaram com outro passageiro que aceitou trocar de lugar comigo e a viagem seguiu tranqüila. Do aeroporto de Atenas direto para o trabalho.

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