16 de mar. de 2011

Einstein, mathematiko

Noite estranha de sonhos esquisitos. O relógio do celular ainda no horário de Barcelona me fez correr para pegar o metrô.

Na volta para casa, uma situação peculiar aconteceu no ônibus. O Senhor que estava sentado ao meu lado disparou a falar. Até aí, normal. Depois de cinco minutos esbravejando seu discurso, ele olhou para mim e então me dei conta que talvez estivesse falando comigo. Disse que não falava grego, mas ele nem deu bola. Continuou falando, falando, enquanto tentei, sem sucesso, explicar que não estava entendendo nada. De repente uma senhora que estava de pé entrou na discussão que só terminou quando ela saiu do ônibus. Tentava entender o que aquele Senhor falava com tanta conviccção, como se a missão da sua vida fosse convencer as pessoas daquilo que dizia. Pesquei algumas palavras como "Einstein", "mathematiko", e nomes de alguns lugares da Grécia. Quando percebeu que eu estava prestes a desembarcar, fez sinal para esperar, e rapidamente pegou um pedaço de papel e começou a escrever sem parar em grego com uma letra de médico-apressado-no-balanço-do-busão. Entregou o papel que aparentemente tinha até um número de telefone, agradeçou com ternura nos olhos e me desejou uma boa noite.

Quarta-feira estava transbordando energia depois do pilates, canalizada para faxina e maquinadas de lavar roupa. Na quinta-feira, depois da abençoada yoga, supermercado para abastecer a geladeira e receber o Fernando que estava chegando em Atenas no dia seguinte.

Nenhum comentário: