George, o menino que conheci no Seminário de Yoga, me convidou para participar de um almoço de família no domingo. Nos encontramos na estação de Penteli e andamos até um café para encontrar a irmã dele e mais uma amiga. De lá, fomos até a casa deles, onde conheci sua adorável e receptível família, reunidos na sala de estar cujas janelas enormes de vidro são propositalmente despidas de cortinas para exibir a paisagem das árvores, plantas e flores.
O avô de George é egípcio, assim como Milu, a mãe, que também morou na Palestina. O pai é libanês e disse que se eu quiser ir a Beirute, já tenho lugar para ficar. Uma das senhoras mais lindas que já conheci também estava lá, ela é libanesa mas mora há muito tempo em Atenas e é amiga íntima da família. A primeira coisa que a irmã de George me perguntou foi meu signo e ascendente. Milu estava vendo o futuro do trabalho do marido na xícara de café quando cheguei.
Contei que havia recém-comprado um ticket para o Cairo e o avô de George ficou super feliz de falar sobre o país dele e deu algumas dicas do Egito. Milu cozinha muito bem e tem todo o cuidado para que a comida seja naturalmente preparada e com pouca gordura. O almoço estava delicioso, fui servida de pasta de tahini com beringela, tabule, penne ao molho de champignon, penne ao molho de tomate, grãos de feijão e couve-flor com amêndoas, além de pão sírio e um pão saborosíssimo e fresquinho feito por George. De sobremesa, foi improvisada uma vela no bolo de banana delicioso que George também cozinhou e cantaram parabéns pelo meu aniversário. O "Baba" de George (achei super fofo chamar o pai de "baba") me presenteou com um lindo colar de Yamén, um país que eu nem sabia que existia e que fica embaixo da Arábia Saudita.
Estava de fato sentindo falta de um ambiente familiar. Foi uma tarde prazerosa, me senti tão em casa que até tirei um cochilo depois do almoço com a família no sofá. Peguei um livro emprestado da biblioteca de Milu e George empacotou uma fatia do bolo de banana pra levar. Chegando em casa, uma versão quase irreconhecível da música cantava Jorge Ben... "pois você passa e não me olha, mas eu olho pra você... você não me diz nada, mas eu digo pra você" .
Nenhum comentário:
Postar um comentário