Chegando em Versailles, foi só seguir o fluxo de turistas até o Palácio, sede da sofisticadíssima corte francesa de Luís 15. Fila pra comprar ingresso e uma certa decepção: achei o palácio meio sem graça, exceto os gigantescos jardins que são o principal atrativo. É inacreditável a extensão desse monte de mato bem cuidado. Infelizmente era inverno e estava excessivamente frio para se expor tanto tempo ao ar livre. Andei por horas em meio aos bem recortados jardins até encontrar uma saída e voltei a Paris no fim da tarde.
Queria visitar o Cemitério do Père Lachaise, que dizem ser o mais alegre do mundo. Entre os túmulos mais freqüentados estão o de Jim Morrison, Allan Kardec, Balzac, La Fontaine, Molière, Sarah Bernhardt, Proust, Oscar Wilde, Danton, Edith Piaf, Irmãos Lumiére, Isadora Duncan, e Chopin. Infelizmente tinha acabado de fechar e eu não pude visitá-lo.
Em casa, fizemos as crepes que não comemos na quarta-feira. Romain me ensinou a receita e como jogá-las pra cima para virar as crepes de lado na frigideira. Depois de comermos muito, Romain já estava um pouco atrasado para o ensaio de teatro das sextas-feiras. Mesmo assim me levou até a estação onde eu pegaria o trem para Bruxelas. Os metrôs estavam cheios e Romain e eu ficávamos nos olhando por longos instantes, como várias vezes acontecia durante aqueles três dias. Numa plataforma da estação de Paris, nos despedimos algumas vezes e segui adiante carregando a minha mala e um peso enorme de estar deixando-o para trás. Nessa hora me dei conta que aquele menino francês havia mexido comigo.
O trem era chiquérrimo e veloz. A viagem foi rápida e um tanto triste por estar deixando a cidade Luz. Ao chegar em Bruxelas, Max estava à minha espera e me levou ao apartamento onde ele e a namorada Laurece estão morando. Eu estava tão cansada que já não enxergava nem sentia mais nada. Dormi igual um anjinho naquela noite.
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