19 de mai. de 2009

Aux Champs-Elysées

25.02 Ramain trabalha numa produtora de vídeos. Segundo ele, passa o dia editando aquelas pegadinhas sem graça de televisão. Saí de casa depois que ele já havia saído. Peguei um metrô até o Arco do Triunfo e fui caminhando pelo champs-elysées, o boulevard mais chique e caro de Paris.

Estava uma deliciosa manhã de sol e uma energia sem igual tomou conta de mim enquanto caminhava por aquelas ruas. Cheguei na Place de La Concorde, onde o rei Luis 16 e sua mulher, Maria Antonieta, foram guilhotinados. A praça tinha a belíssima Igreja da Madeleine ao fundo. De lá, segui pelo Jardim das Tulheries, onde já existiu um imponente palácio, derrubado durante a Revolução Francesa. No verão, as Tulheries abriga um parque de diversões e vira uma badalada área de lazer. Mas como era inverno, o lugar era perfeito para sentar, sentir o sol, ver os pássaros e relaxar cercada de uma bela paisagem de tranqüilidade em meio à loucura da cidade grande.

No fim das Tulheries avistei uma pirâmide toda de vidro. Era o Louvre, que tem uma coleção de 300 mil obras de arte e é o maior e um dos mais antigos museus do mundo. A pirâmide faz um contraste gritante com o antigo Palais do Louvre, sede da corte francesa desde o século 13. Passei horas lá dentro, sem deixar de passar pela Vênus de Milo, a Vitória de Samotrácia e o retrato mais famoso e disputado do mundo, La Gioconda, ou Monalisa, de Leonardo da Vinci. O Código de Hamurabi, que instituiu a lei do "olho-por-olho" na Mesopotâmia antiga, também é bem interessante. A imensidão do lugar é incalculável, tornando impossível ver tudo com calma.

Depois da exaustiva visita ao Louvre, fui caminhando até a belíssima arquitetura da Ópera de Paris e dei uma passadinha no famoso shopping Lafayette.

Antes do pôr-do-sol, subi o Montmartre, um dos lugares mais poéticos de Paris. Lá do alto, pude apreciar a vie en rose (a vida cor-de-rosa) do anoitecer, ouvindo música e sentada nas escadarias da Sacre Coeur, uma linda basílica que tem uma vista privilegiada da cidade.




Já estava escuro quando fui andando até Pigalle, berço de cabarés e prostíbulos. Hoje abriga sex-shops, danceterias, bistrôs, bares de strip-tease e casas noturnas como o famoso Moulin Rouge.

De lá, metrô direto para casa, onde Ramain organizou um encontro com alguns couchsurfers. Preparou purê de batatas com carne para o jantar, mas apenas uma convidada compareceu. Muito simpática, Juliet é quase uma controladora de vôos. Nunca tinha conhecido alguém com uma profissão assim e fiquei impressionada com algumas informações sobre os perigos de voar.

Ouvindo bossa nova brasileira, tomamos vinho branco e provamos ouzo que eu trouxe da Grécia. Ramain mostrou as fotos da viagem à Colombia e tocou violão. Talentoso, ele compôs uma música improvisada só para mim, enquanto o seu olhar insistente de poeta Don Juan dava ritmo à melodia. Quase derreti. Estou encantada com a língua francesa, principalmente quando Ra main fala "Sandrine" com o sotaque correto da origem do meu nome. Juliet voltou pra casa de bicicleta e nós assistimos a Little Miss Sunshine antes de dormir.

Um comentário:

Andressa disse...

quais são os perigos de voar??