7 de jan. de 2009

Kala Kristogenna

Terça-feira tivemos uma aula especial de yoga de encerramento do ano. No final, cada uma ganhou uma vela e uma mensagem escrita em um pedaço de papel. Com as luzes apagadas, nos reunimos em um círculo para convergir as energias e cada uma acendia a sua vela para ler a mensagem. Como estava tudo em grego, todas gentilmente traduziram para que eu compreendesse.

Trabalhamos até a véspera de Natal, dia que ganhei o meu presente do Papai Noel: a extensão do meu visto. Nos liberaram um pouco mais cedo e pude dar um pulo no Carrefour, insuportavelmente lotado. A caixa do supermercado batia o pé no chão incessantemente, assim como não parava de reclamar qualquer coisa em grego e voz alta. Nitidamente ela estava descontente em trabalhar na véspera de Natal. Quando fui devolver o carrinho do supermercado, não havia mais nenhum para que eu pudesse engatar e resgatar a moeda de 1 euro que usei para liberá-lo. Por sorte, percebi que um casal estava procurando por um e ofereci o meu, em troca de outra moeda, claro.

Fui pra casa dormir, sem a menor idéia do que faria na véspera de Natal. Mais tarde, encontrei com Claudia e Vassili na estação de Sygrou-fix para irmos jantar num restaurante grego, cujo cardápio é típico da ilha de Creta. Pela primeira vez, realizei a "ceia" pontualmente à meia noite, ao sabor de carne de coelho e vinho branco.

Depois, fomos até o apartamento do cônsul, encontrar a Mariana e a Bruna que estavam lá jantando, onde também conheci Irene, turca que trabalha com as meninas e Paris, brasileiro filho do consul, que é pintor e faz doutorado em belas artes na Espanha. O consul tocava muito bem piano e a sua esposa é adorável.

Claudia e Vassilis voltaram para casa, pois viajariam a Paris no dia seguinte, enquanto a Bruna conseguiu convencer um taxista a levar 5 pessoas no táxi, então fomos todos para uma baladinha chamada circus. Não estava lá aquela maravilha, então fomos para Gazi. Estava dolorosamente frio e como já estava tarde, nada estava muito cheio. Acabamos ficando num lugar um tanto alternativo, e de lá fomos embora. Enquanto Bruna e Mariana pegaram um táxi, Irene, Paris e eu resolvemos esperar o metrô abrir. Entramos em uma balada bem próxima da estação, só para sentar num lugar quente e agradável. Estava super vazio, mas a música boa. Cheguei em casa ás 7h da manhã.

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