24 de dez. de 2006

Vespera de Natal

24/12/06

Acordei as 9h30 com o toque do celular. Era minha irma desejando um feliz natal. Ate que nao foi a pior maneira de interromper meu sono. Achei muito engracado falar portugues.

Acabei comendo um muffin de cranberries inteiro no cafe da manha, pois ja imaginava que nao iriamos almocar por causa do farto jantar.

Todo mundo aqui diz que nem parece Natal porque nao esta muito frio. Eles se divertem com o fato de que enquanto isso grande parte dos brasileiros esta indo pra praia.

Como festejei o Natal no Brasil um mes antes, exatamente no dia 24 de novembro, acabei nao sentindo tanta falta de estar em casa com minha familia. Inclusive adorei essa ideia de ter 2 natais, tenho que fazer isto todo ano.

Passei o dia ajudando Bev a preparar a "ceia". Meus pais e meu irmao tambem ligaram, e foi realmente bizarro formar frases em portugues. Me senti um tanto estupida quando percebi um leve sotaque no "R", varios "ok"s inoportunos e que algumas palavras demoravam a vir a tona.

As 18h30 Lin, Greg e seus dois filhos chegaram para o jantar que comecou uma hora depois de alguns crackers com sour cream, champagne e "hot apple spicy juice" - um tipo de suco quente apimentado de maca bem saboroso. Logo a mesa estava servida de peru, pure de batata, batata doce, pao, salpicao e cranberries. Americanos comem tao rapido, que mal deu tempo de saborear. As 20h15 ja tinhamos comido a "pumpkin pie" (torta de abobora) coberta com muito chantilly. A familia de Lin e de Bev sao muito intimas, sao como se fossem da mesma familia. Todo mundo ajuda nos preparativos finais, a colocar a comida na mesa, tirar os pratos, lavar a louca, etc. E muito mais facil ser uma dona-de-casa americana, ate porque a maioria das comidas sao enlatadas.

Depois os "convidados" abriram os presentes. Como Lin adora fazer braceletes e colares de pedras preciosas, ja imaginava que eu iria ganhar algo do genero: um colar de pedras "onix". Dei a eles alguns presentes do Brasil.

Ficamos assistindo a um filme natalino tosco que passava na tv, enquanto esperavamos chegar a hora de ir a igreja. Isto mesmo. Balada de natal aqui e na igreja. La fui eu encarar a ostea mais uma vez.

Estar numa igreja na noite do dia 24 dezembro me fez vivenciar pela primeira vez o suposto real sentido do Natal. Enquanto o pastor so falava da "Mary" que engravidou e nao era casada, fiquei pensando na farsa coletiva que e esse feriado para o mundo. De qualquer forma, eu continuo gostando do Natal, pois indepentende de religiao e cunho comercial, e uma parada obrigatoria do ano para estar junto da familia e compartilhar bons sentimentos.

Exatamente a meia noite la fui eu ajoelhar e simbolicamente dissolver "uma parte do corpo de jesus" com o "seu sangue". Para mim nao significou nada mais do que um pouco mais de carboidrato em excesso do jantar.

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