Dispensei a primeira parada da madrugada e continuei dormindo. Só saí as 5h da manhã. Estava ainda escuro e muito frio. Voltei ao ônibus e dormi até as 9 horas da manhã. Mais tarde, parada no Duty Free. Não sabia que também tinha para quem cruzava a fronteira de ônibus. O motorista cara de chileno muambeiro voltou com várias sacolas. Pedi um club sandwich no Everest e voltei para o ônibus.
Logo depois, Türkiye'ye Hoşgeldiniz! Welcome to Turkey. Hora de passar pela imigração. Estava uma ventania fora do normal. Saímos do ônibus quase voando. Por incrível que pareça, os dois canadenses tiveram que pagar 45 euros pelo visto cada um, e o inglês, 15 euros. Eu, como sou brasileira, não paguei nada. Pelo menos aqui somos bem-vindos. Passaporte carimbado e lá fomos nós adentrar a este país peculiar. Era tanto vento que passamos por uma espécie de tempestade de areia, que simplesmente cobria todas as janelas do ônibus e não dava pra enxergar um palmo à frente. Ainda bem que logo parou.
Paramos próximo ao meio-dia numa cidadezinha pobre da Turquia. Fiquei conversando com o inglês e conheci um americano que mora no Alaska. Chegamos em Istambul às 14h30. Meus companheiros de ônibus iam ficar em hostels na parte baixa e mais turística da cidade. Então nos despedimos e peguei um microbus que estava incluso para Taksim Square, na parte alta da cidade, onde ficava o Hostel que eu havia reservado.
A primeira impressão que tive é que os turcos tem muito orgulho da sua pátria, pois encontra-se a bandeira da Turquia erguida em todos os lugares.
Cheguei na praça ainda um pouco atordoada da viagem e totalmente perdida. Pedi informação e cheguei no Chambers of Boheme Hostel, que fica numa portinha numa ruazinha perpendicular a principal rua da Taksim Square, uma espécie de rua XV de Curitiba, porém bem mais movimentada. A primeira impressão não foi das melhores, mas depois o lugar revelou-se razoável. O quarto era de 4 dormitórios mixed room e shared bathroom. Mas só havia eu e um espanhol que havia chegado na mesma hora, e que estava em Istambul para uma conferência. Ele trabalha no banco central da Espanha.
Tomei um bom banho e saí para trocar dinheiro, pois não tinha uma lira turca, e conhecer as redondezas. Foi só pisar na rua que veio um turco conversar comigo. E não desgrudava. Ele foi comigo trocar dinheiro e na agência de turismo. Não sabia mais o que fazer para me livrar da criatura. Já era noite e começou a chover forte, então acabei indo até a loja da família dele que vendia relíquias e tapetes. Tomei café, chá turco e chá de maçã. Depois fomos comer algumas comidas típicas da Turquia. A chuva não parava. Fomos até uma lanchonete comer um doce e esperar a chuva passar para eu ir pra "casa". Acabamos combinando de nos encontrar no dia seguinte de manhã, e ele iria me ajudar nas direções dos pontos turísticos.
*** algumas palavras em turco ***
Hello - merhaba
How are you - nasilsiniz
I'm fine - iYiYim
Thank you - Tesekkür ederim
Chegando no quarto, o espanhol havia acabado de chegar. Perguntei se não havia no hostel alguma sala para socializar e conhecer outras pessoas. Ele disse que neste não tinha, mas me convidou para ir junto com ele e mais alguns amigos para algum lugar. Acabei indo e conheci um italiano que trabalha com cinema em Roma, e também estava numa conferência de cinema em Istambul. Disse que tinha trabalhado com dois diretores famosos do Brasil, Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos. Também conheci uma outra italiana e uma menina que mora em Istambul, que nos levou a uma balada no topo de um prédio (onde geralmente são aqui) que se chama 360. Lá de cima, se tinha uma vista noturna de 360 graus de Istambul através das janelas panorâmicas. Incrível. A parte ruim é que cada drink custava 25 liras, ou seja, 25 dólares.
2 comentários:
caraca dine.... sai da balada no alto do predio em jvlle, pra ir em uma em istambul! ó a evolução hahahaha
saudadeeee
nossa mulher, aprendendo turco?!! vc é fooodaaaa
bjos
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