Acordei cedo para tomar banho e fui acordar Mete que perdeu a hora. Tomamos café da manhã e seguimos rumo a Taksim Square para dessa vez pegar um ônibus até Suhltanahmet. Descemos próximo ao Grand Bazaar, que é enorme e tem milhares de lojas de jóias, ouro e prata, além de porcelanas e outros artefatos.
Estava um lindo dia de sol e céu azul. Passamos por uma praça linda até chegar no famoso Blue Mosque. Muito parecido com a mesquita que fomos ontem, porém é impossível descrever a beleza das seis minaretes que se vê do lado de fora. A cúpula por dentro é forrada de azulejos de cor azul e arabescos florais. Lá fomos nós tirar os calçados novamente. Ficamos relaxando um bom tempo deitados no tapete da mesquita e observando o comportamento dos turistas.
O que mais me chamou a atenção em Istanbul é que em qualquer canto da cidade se houve de tempos em tempos (acho que quatro vezes ao dia) as vozes de lamentações dos muezins vindas das minaretes de dezenas de mesquitas espalhadas pela cidade. É uma espécie de canto exótico, que chamam os muçulmanos para rezar. Era exatamente meio-dia quando estávamos justamente entre três mequitas (entre elas a mesquita azul e a Basílica Santa Sofia) quando começou a tocar novamente os cantos, que se revezavam, parecendo uma conversa entre elas, pois cada hora vinha de um lugar diferente.
Antes de seguirmos ao Topkaki Palace, adquirimos um pouco de energia comendo um kebap aberto e também provei um suco natural de romã, feito na hora. Gastamos mais de 2 horas no Palácio, que hoje é museu de grande magnitude com seus jardins, cheio de salas e salões enormes, onde se destacam porcelanas, jóias com brilhantes e diamantes, armas, etc.
De lá fomos à Basílica Santa Sofia, que infelizmente está fechada na segunda-feira. Puro amadorismo, deveria ter me informado antes. Então fomos tomar um cappuccino e pegamos um ônibus de volta para Taksim Square. Comemos um kebap tradicional com uma bebida típica de iogurte com sal. Um tanto estranho, pois estava esperando algo levemente adocicado. Finalizamos com uma sobremesa com todos os grãos e frutas secas que se tem direito.
Voltamos para o bar perto do hostel para jogar mais umas partidas de gamão antes de eu partir de Istambul. Peguei minha mochila, me despedi de Mete e peguei um metrô e um tram para a estação de trem. Despedidas são tristes. Me emocionei ao me despedir da Turquia e de Mete e mais uma vez estava voltando para casa com aquela sensação de que há tantas pessoas especiais nesse mundo.
Embarquei no trem para Thessaloniki, onde faria conexão para Atenas. Era um sleeping train, extremamente confortável. Tinha uma cabine com duas camas só para mim. Perguntei a uma menina quantas horas de viagem eram e descobri que ela é americana e está morando em Thessaloniki. Disse que podia me dar todas as dicas e direções para conhecer a cidade no dia seguinte, já que eu estava planejando ficar algumas horas lá antes de ir para Atenas.
Teria dado pra dormir muito bem no trem até o outro dia, senão fosse as interrupções agressivas da polícia de madrugada. Eu havia trancado a porta da minha cabine e estava dormindo profundamente. A polícia bateu horrores na minha porta até acordar. Acho que o meu passaporte foi o último que eles conseguiram pegar. Perguntaram se eu era estudante, disse que sim. Uns 10 minutos depois eles voltaram para entregar os passaportes carimbados. Achei que agora ia poder dormir tranqüila. Mas logo fui acordada novamente para mais uma carimbada. Dessa vez um senhor ficou me perguntando mais coisas, se tinha alcool ou cigarro, deve ter confundido minha cara de sono com cara de drogada. Mais alguns minutos, passaporte em mãos e agora sim, direto para Thessaloniki.
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