26 de nov. de 2008

Weekend

Acordei super bem disposta. Estava precisando de uma boa noite de sono. Ajeitei a casa e fui trabalhar na tarde de sábado, pois precisávamos fazer a última revisão das mensagens de texto simuladas pelo sistema, antes de serem enviadas. Depois, fui até Maroussi dar uma volta, pois Rodrigo tinha comentado que era uma região bem legal. De fato, é. Pena que as lojas estavam fechadas mas deu pra ver as vitrines e provar um docinho típico da doceria que estava aberta, cuja vitrine é um sonho. Vou ter que voltar lá pra fazer umas comprinhas.

Do outro lado da estação de Maroussi ficam os cafés e restaurantes, um mais lindo que o outro. É um mar de cadeiras estofadas no calçadão, cobertos por guarda-sóis sofisticados. É incrível o cuidado que se tem com a decoração dos ambientes. Cada lugar que voce vai é unico, e dá pra perceber que cada detalhe é pensado para tornar aquele ambiente especial.

Cheguei em casa às 21h30 e me encontrei com a Bruna, amiga brasileira da Claudia, perto da estação de Syntagma. Como ela tinha se atrasado um pouco, acabou pegando um táxi. A motorista era mulher, segundo ela, uma das primeiras taxistas de Atenas.

Bruna então resolveu me mostrar o lounge bar do Grande Bretagne Hotel, o mais tradicional da cidade, muito bem freqüentado pela elite de Atenas. De lá partimos para Kolonaki e entramos numa baladinha mais tranqüila, pequena e aconchegante, muito bem decorada com espelhos e lustre de cristal. Provei o famoso Ouzo, a cachaça grega, que quando em contato com gelo, adquire uma aparência leitosa e tem um suave sabor, parecido com anis. Aprovado.

Depois fomos para uma outra balada, que antes tentamos entrar e ainda não estava aberta. Só tinha alguns gatos pingados e os garçons lá dentro. As baladas aqui costumam começar mesmo lá pelas 2h da manhã. Mais uma vez, o lugar era peculiar, a arquitetura
faz toda a diferença.

Saímos de lá para ir no Vila Mercedes, uma boate imensa que tem aqui. Mas, antes, resolvemos pegar um táxi para Psiri, a região que todo guia turistico cita ser a mais badalada. A Bruna já estava pra lá de Bagdá, e o taxista pra variar era um idiota. Nao sei bem aonde ele deixou a gente. Fomos andando e quando vimos entramos num restaurante argentino, quando por coincidência começou a tocar uma música brasileira. Saímos de lá e estavámos presa dentro de um estacionamento. Tivemos que pedir pra alguém abrir o portão.

Seguimos em frente e encontramos um extenso bar universitário, cheio de estudantes bêbados fumando narguile. A Bruna, então, me introduziu à cachaça com mel quente, tradicional da ilha de Creta. Compramos uma jarra, e tínhamos que virar os copinhos como se fosse porradinha. Pior que era gostoso. E quente mesmo. Depois sentaram dois meninos na nossa mesa e eu perdi as contas de quantas jarrinhas foram parar na nossa mesa. Quando fui ao banheiro, que geralmente é no andar de baixo, como em todos os lugares aqui, já vieram me perguntar se eu era a amiga da Bruna. Não faço a menor idéia de como eles sabiam. Enfim, eles estavam preparando as narguiles lá embaixo e eu provei quase todos os sabores que tinham.

Não agüentava mais cachaça com mel quente e a Bruna fissurou no meninos dos olhos azuis. Então fomos até a tal balada "bouzuki" que ele ia com os amigos. Foi ligar o rádio do carro, começou a tocar a música "não deixa o samba morreeeeeer". O Brasil está na moda aqui na Grécia. Cantávamos empolgadissimas, enquanto o menino não dizia nada.

Chegando lá, percebi que bouzoki sao as baladas gregas típicas. Extremamente decoradas com uma atmosfera um tanto árabe. O lugar por dentro era um luxo. Música grega rolando a noite inteira, a mulherada dançando qualquer coisa parecida com dança do ventre em cima das mesas, e algumas rodas de homens dançando a dança grega. Enquanto um deles fica se requebrando no meio da roda, os outros posicionam-se ajoelhados ao chão, batendo palma. Um tanto
quanto gay.

Como já tinha passado das 5h30 da manhã, voltei pra casa de metrô. É muito engraçado, porque todo mundo está bêbado a essa hora. Uma menina jogada na poltrona soluçava, enquanto outra ficava rindo sozinha. Fiquei conversando com um português e um tcheco que desceram na mesma estação e estão estudando inglês aqui em Atenas.

Domingo acordei de ressaca e estou pra dizer que a ressaca grega é a pior espécie que existe.

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