6 de jan. de 2007

Um dia para esquecer

02/01/06

Acho que estava enganada em relacao as vibracoes positivas de 2007. Tive o meu pior dia ate agora em Chesapeake city.

Acordei mais cedo para ir a um outro restaurante, ao qual Lin tinha me levado na primeira semana de dezembro. Pode parecer meio workaholic, mas meu objetivo e ganhar gorjetas e isso ainda nao esta acontecendo.

Passei a entrada da rua e achei que teria outra, mas eu estava enganada. Nao tive outra opcao alem de seguir em frente. Quando percebi eu estava numa "interstate", aquelas freeways imensas com umas 6 pistas nas quais me vi obrigada a andar a mais de 100km/h, enquanto placas digitais anunciavam direcoes e as cidades a que eu estava me dirigindo. Claro que fiquei desesperada, principalmente porque nao via nenhum retorno. Ate que finalmente achei um que dizia "authorized vehicles only". Ate hoje nao sei se podia, mas o fato e que fiz o retorno ali mesmo.

O problema e que nao voltei para o mesmo lugar. De repente estava eu perdida em alta velocidade na Military Highway, sem nenhum sinal de comercio proximo ou qualquer lugar "estacionavel" pra pedir informacoes. Provavelmente tinha que fazer outro retorno, mas e claro que nao tinha nenhum. Avistei mais uma placa de "authorized vehicles only" mas dessa vez com varios cones, os quais nao achei uma boa ideia passar por cima.

Fui seguindo em frente sem a menor ideia de onde eu estava indo e qual direcao deveria seguir. Ja estava atravessando pontes e vendo placas com nomes estranhos, o que me fez chorar de desespero. Como ja estava cansada de ir em frente, resolvi virar a direita assim que surgiu uma oportunidade. Foi a minha sorte. Encontrei um posto de gasolina.

Ja eram onze horas da manha, horario que eu deveria estar comecando a fazer subs, enquanto uma americana-obesa-tipica-atendente-de-loja-de-conveniencia simplesmente disse com a maior cara de bunda para eu seguir em frente que eu chegava ao meu destino. Milhas e milhas depois ja podia ver o comercio. E assim pedi informacoes em mais um posto, parei em uma loja, fui ate um estacionamento, mais um posto de gasolina e eu descobri que estava no final da Battlefield Blvd, que era pra onde eu deveria voltar e de onde nunca deveria ter saido. Depois de uma hora vagando por rodovias desconhecidas e gastando gasolina a toa, achei o restaurante. Continuam sem vagas para servers. E eu cheguei 1 hora atrasada no trabalho. O dia nao podia ter comecado melhor.

Ainda psicologicamente desestruturada, troquei de uniforme e cheguei pontualmente as 15h no meu 2o emprego. Assim que o manager do restaurante me viu, a primeira coisa que ele disse foi que minha calca preta nao podia ter zipers, assim como o meu tenis preto - que comprei especialmente pra trabalhar la - nao podia ter detalhes em branco e tinha que ter solas anti-derrapantes. Nao pude trabalhar. Voltei pra casa aos prantos, sem saber direito porque eu estava chorando.

Assisti "The Lake House", um filme nonsense que faz sentido ate momentos antes de acabar.

Um comentário:

Anônimo disse...

Putz, Dine... americanos são grossos assim mesmo... são bem hostis, às vezes me pegava em prantos tb....kakakaaak
Mas aos poucos vamos vendo q esse povo tem qualidades boas tb!!!
Um beijao