Marquei um compromisso comigo na sexta-feira a noite. Adoro minha companhia. Acordei no sábado no exato momento que meu corpo desejava e depois de um desjejum com os saborosos iogurte e mel gregos, fui até o hospital público de Evangelismos tentar tomar vacina contra febre amarela. O hospital parecia bem vazio e um tanto desorganizado, com um monte de médicos e enfermeiras com aquela cara fechada de infelicidade típica grega. Fiquei um pouco assustada com a primeira sala que você encontra quando entra no hospital, chamada "Ressuscitation Room". No fim das contas, eles não tinham a vacina lá e me deram o endereço de outro lugar que abre apenas durante a semana.
Claudia ligou e fui encontrá-la perto de casa, passeamos pelo centro e acabei comprando um vestido. Depois encontramos Vassilis numa taverna em Omonia, que tem mais de cem anos e continua conservada como era desde aquela época. Com ares rústicos, a taverna fica no subsolo e é bem pequena, adorei o ambiente. Claudia disse que frequentam o local há quatros anos e foi a primeira vez que o dono da taverna sentou pra conversar. Ele queria saber de onde eu era e disse que simpatizou comigo. Quis tirar uma foto e pediu pra gente imprimir e levar pra ele depois. Super fofo. Ele explicou que só ele já está lá há mais de cinquenta anos, e que a administração da taverna foi passada de geração em geração.
Fomos pra casa e mais tarde nos encontramos para ir ao aniversário da Mariana. Fazia tempo que não ia em festa na casa de alguém, com tanto capricho em todos os mínimos detalhes. Com direito a bolo, brigadeiro, beijinho, cachorro quente, canapés de atum, salmão defumado, tudo feito por ela e mais uma amiga brasileira que também estava de aniversário. Luz de balada na sala, dj e uma porção de velas espalhadas pelo ambiente. Quando os brasileiros chegaram, fizeram a festa. Foi super animado, matei a saudade de dançar forró com um lindo brasileiro que me fez derreter e flutuar só de encostar, além de perceber que ainda estou longe de dançar decentemente.
Domingo os sinos da igreja ajudaram o despertador a me acordar. Liguei para Cláudia e ela ainda estava dormindo. Saímos correndo para assitir a Maratona histórica que estava fazendo aniversário de 2500 anos. De acordo com a história, no ano de 490 a.C., o soldado e atleta Filípides foi escolhido para correr da cidade de Marathonas até Athenas (cerca de 42km) para avisar que os gregos ganharam a batalha contra os persas na Primeira Guerra Médica. Ele correu a distância o mais rápido que pode, e ao chegar, conseguiu dizer apenas "vencemos", e caiu morto pelo esforço. Por isso a Maratona de Atenas é feita com o percurso original, onde os participantes saem de Marathonas e chegam no estádio de mármore Panathinaikos em Atenas.
A cidade estava cheia de turistas este fim de semana, e os hoteis todos lotados. Cerca de doze mil pessoas correram. Tínhamos pensado em nos inscrever, mas por causa do aniversário da Mari e de nosso preparo físico vergonhosamente sem resistência acabamos desistindo. Vassilis e seu irmão participaram do trecho de 5 km, assim como o Primeiro Ministro da Grécia. Tivemos que correr junto com a galera pra conseguir chegar no estádio a tempo de tirar a foto dele chegando. Foi emocionante assistir a chegada. Como sempre, um queniano venceu. Teve dois brasileiros entre os primeiros colocados. Ficamos cerca de quatro horas assistindo a multidão atravessando a linha de chegada, sentindo o frescor do clima em contraste com o calor dos raios solares que vinham do céu azul.
Em meio a multidão, aparecemos na televisão que transmitia o evento ao vivo. Entre os não tão bem preparados, faltando alguns metros para a chegada, um participante teve que parar pra vomitar. O corpo de outro corredor entrou em colapso e paralizou, fazendo-o cair no chão. Outros dois participantes que vinham em seguida tentaram ajudá-lo e ele então fez todo mundo parar pra ver e aplaudi-lo completando a prova engatinhando até o final. Alguns correram fantasiados de espartanos, outros de Deus grego, e até mamães atletas completaram a prova empurrando o carrinho com seus bebês. Foi muito lindo de ver.
Depois fomos até a casa da Claudia para buscar o título de eleitor, com uma paradinha para um sorvete. Vassilis nos levou até a embaixada, onde ela fez valer seu voto, mas não pude votar, pois só é permitido para residentes. Brasileiros em trânsito não tem direito.
Eram quatro horas da tarde e ainda haviam pessoas correndo pela cidade, quando fomos almoçar no TGI Friday's, onde superei meu trauma e pela primeira vez tive uma boa experiência. Salada com laranjas, twist fries e matei saudades de tortillas ao estilo tex mex. Voltamos pra casa da Claudia, onde fiz sessão de shiatsu no Vassilis, depois de correr os 5 km na marathona. Foi lindo ver a cara de bebê que ele ficou depois da terapia. O casal gentilmente me deixou em casa com 5L de azeite de oliva extra virgem de presente e uma sensação de ter corrido 42 km depois de um domingo intenso.
Claudia ligou e fui encontrá-la perto de casa, passeamos pelo centro e acabei comprando um vestido. Depois encontramos Vassilis numa taverna em Omonia, que tem mais de cem anos e continua conservada como era desde aquela época. Com ares rústicos, a taverna fica no subsolo e é bem pequena, adorei o ambiente. Claudia disse que frequentam o local há quatros anos e foi a primeira vez que o dono da taverna sentou pra conversar. Ele queria saber de onde eu era e disse que simpatizou comigo. Quis tirar uma foto e pediu pra gente imprimir e levar pra ele depois. Super fofo. Ele explicou que só ele já está lá há mais de cinquenta anos, e que a administração da taverna foi passada de geração em geração.
Fomos pra casa e mais tarde nos encontramos para ir ao aniversário da Mariana. Fazia tempo que não ia em festa na casa de alguém, com tanto capricho em todos os mínimos detalhes. Com direito a bolo, brigadeiro, beijinho, cachorro quente, canapés de atum, salmão defumado, tudo feito por ela e mais uma amiga brasileira que também estava de aniversário. Luz de balada na sala, dj e uma porção de velas espalhadas pelo ambiente. Quando os brasileiros chegaram, fizeram a festa. Foi super animado, matei a saudade de dançar forró com um lindo brasileiro que me fez derreter e flutuar só de encostar, além de perceber que ainda estou longe de dançar decentemente.
Domingo os sinos da igreja ajudaram o despertador a me acordar. Liguei para Cláudia e ela ainda estava dormindo. Saímos correndo para assitir a Maratona histórica que estava fazendo aniversário de 2500 anos. De acordo com a história, no ano de 490 a.C., o soldado e atleta Filípides foi escolhido para correr da cidade de Marathonas até Athenas (cerca de 42km) para avisar que os gregos ganharam a batalha contra os persas na Primeira Guerra Médica. Ele correu a distância o mais rápido que pode, e ao chegar, conseguiu dizer apenas "vencemos", e caiu morto pelo esforço. Por isso a Maratona de Atenas é feita com o percurso original, onde os participantes saem de Marathonas e chegam no estádio de mármore Panathinaikos em Atenas.
Depois fomos até a casa da Claudia para buscar o título de eleitor, com uma paradinha para um sorvete. Vassilis nos levou até a embaixada, onde ela fez valer seu voto, mas não pude votar, pois só é permitido para residentes. Brasileiros em trânsito não tem direito.
Eram quatro horas da tarde e ainda haviam pessoas correndo pela cidade, quando fomos almoçar no TGI Friday's, onde superei meu trauma e pela primeira vez tive uma boa experiência. Salada com laranjas, twist fries e matei saudades de tortillas ao estilo tex mex. Voltamos pra casa da Claudia, onde fiz sessão de shiatsu no Vassilis, depois de correr os 5 km na marathona. Foi lindo ver a cara de bebê que ele ficou depois da terapia. O casal gentilmente me deixou em casa com 5L de azeite de oliva extra virgem de presente e uma sensação de ter corrido 42 km depois de um domingo intenso.
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