Estava morrendo de sono e ainda cansada da semana. A viagem foi um tanto angustiante, pois eu estava na janela, as outras duas poltronas estavam ocupadas e a comissária de bordo demorou séculos pra retirar nossas bandejinhas de comida. Senti uma espécie de claustrofobia, presa naquela poltrona.
Cheguei em München as 10h10, pois é 1 hora a menos de fuso. Peguei um trem para a Hauptbahnhof. A estação é enorme, não consegui achar a saída que o hostel indicou e saí de lá pedindo informações, mas ninguém sabia direito. Andei um pouquinho, resolvi atravessar a rua e eis que pela graça de Deus eu estava na rua do Euro Youth hostel.
Deixei minhas coisas no locker, e peguei um free walking tour que ia começar em meia hora. Não sou fã de guias turísticos, mas eu estava tão cansada e sem clima que resolvi ver qual era. Em três horas vimos os principais pontos turísticos que ficam próximos. Foi meio chato e estava excessivamente frio. As piadinhas de guia turístico com american/british sense of humor não estavam combinando nem um pouco. De qualquer forma, visitamos a Marienplatz, a alte und neue Rathhaus (antiga e nova prefeitura), a Frauenkirche, The legend of the Devil's Footprint, The National Theater, St Peter's Kirche, Maximilianstrasse, Hofbräuhaus, Open Air Market, New Jewish Cultural Centre, etc.
Já estava escuro quando peguei o U-Bahn para o hostel. Pensei em pegar o challenge beer tour, que leva a galera pra vários bierkellers em uma noite, mas resolvi ir ao Hofbrauhaus por conta própria, pois já tinha o ticket do trem comprado e estava de saco cheio de tours em grupo. Agora sim, eu tinha entrado no clima de München.
Primeiro, aproveitei um pouco mais do Christmas Market na Marienplatz. Passeei por lá e comi um crepe de nutella maravilhoso. Depois, entrei em algumas lojas, o preço e as roupas pareciam ótimos. Pena que não tinha tempo para ir às compras. Saí de lá com um brinco e fui para a Hofbräuhaus, a cervejaria mais tradicional e turística de München.
O lugar é enorme, diz que cabem até 5.000 pessoas. Dei alguns giros por lá até encontrar uma mesa bacana que pudesse me acolher. Conheci quatro suíças de Asppenzell muito simpáticas. Depois de uma caneca de chopp tamanho único de 1L (que a gente levou junto), fui com elas para o outro Christmas Market que estava rolando no mesmo lugar onde acontece a Oktoberfest. Eu nem sabia que tinha outra feira de natal acontecendo. Uma das meninas roubou uma lamparina de algum lugar no meio do caminho e guardou as canecas dentro. Tava todo mundo pra lá de Bagdá e quando vi já estava com outra cerveja na mão. Comprei um cachecol e antes de ir embora, um crepe de maçã pra acordar 100% no dia seguinte.
Peguei o U-Bahn de volta para o Hostel, onde havia uma dupla de australianos tocando violão e cantando músicas boas. Tomei um jägermeister e muita água. Tinha um pessoal bacana curtindo, mas infelizmente estava exausta e tive que ir dormir.
O Hostel é ótimo, os funcionários são prestativos e dormi num quarto mixed de 18 dormitórios.
Acordei domingo ouvindo português. Tinham mais duas brasileiras de Porto Alegre perto da minha cama. O café da manhã era excelente. Fiz o check out e parti para o BMW museum. O lugar é incrível. Me emocionei ao entrar num lugar tão bem pensado e projetado para visitantes.Depois, segui para o Parque Olímpico e subi na Olympiaturn, a torre de onde se tem a vista panorâmica de Munich de uma altura de 250m. De lá da pra ver o estádio olímpico e também o Allienz Arena bem de longe. Então fui para a Alte Pinakotheken, onde estão expostas pinturas a partir do séc XV. Como algumas salas estavam fechadas, a parte mais interessante eram as obras renascentistas italianas de Leonardo da Vinci, Sandro Boticceli e Raphael.
De lá peguei um tram para Marienplatz, onde provei weisswurst com repolho agridoce e batata. Já eram 16h quando estava chegando no Hostel para pegar minha mochila, sendo que meu vôo era as 17h45 e levava 45 min de trem até lá. Saí correndo até a Hauptbahnhof e por muita sorte, o S8 para o aeroporto não demorou nem 5 minutos pra chegar.
Chegando ao enorme aeroporto de München, saí correndo para o Terminal 2, onde tinha que achar o inexpressivo guichê da Aegean Airlines em meio a multidão. Uma moça me informou que deveria ir ao andar de cima, mas chegando lá outro funcionário disse que era no andar de baixo. Desci correndo até achar a Aegean. O Senhor falou que eu estava super atrasada e me indicou onde devia fazer o check in, que nem nome da Aegean tinha. Mas tinha fila. Gritei "Aegean Airlines? To Athens??". A mulher respondeu afirmativamente, e anunciou a todos que a preferência era para Atenas, pois o vôo já estava saindo. Então furei a fila, e o cara atrás de mim me seguiu, pois também estava atrasado para o mesmo vôo. Ainda perguntei se podia levar linguiça (que comprei pra Claudia) e vidro (a caneca enorme da Haufbräuhaus) na bagagem de mão. Ela disse que o risco era meu, não havia tempo para despachar nada.
Lá fui eu correndo com o cartão de embarque, até achar o Gate 20. Surpreendemente as Wursts passaram batido pelo raio X.
Sentei na última janela do avião. Não sei se era o lugar, mas por um breve momento, a turbulência foi forte. De qualquer forma, dormi praticamente a viagem inteira. Só acordei quando achei que estávamos passando por uma turbulência fortíssima, mas na verdade o avião já estava pousando.
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