11 de dez. de 2008

Segunda

Acordei cedíssimo para encontrar Claudia em Omonia para vermos umas questões do meu visto. Estava morrendo de sono e enjoada da noite de ontem. Comecei bem a semana...

Mandei dinheiro pro Brasil e fui ao banco ao lado do correio com Claudia, tomamos um café e fomos trabalhar.

Passei no mercado antes de ir pra casa. Enquanto singelas musiquinhas de Natal tocavam entre as gôndolas, o centro de Atenas pegava fogo. Estava cansadíssima e as filas do caixa estavam enormes, cheias de gente comprando pinheirinho, velas e enfeites de natal.

Chegando em casa, vi na TV os manifestantes quebrando e queimando tudo no centro. Hoje foi o pior dia. Fiquei boquiaberta assistindo as cenas de destruição, de fogo e bombas por todos os lados. Inclusive o banco que tínhamos ido de manhã tinha sido todo destruído. Nem o pinheirinho e a decoração de natal que estava prontinha pra inaugurar escapou. Só se via a fumaça negra subindo aos céus. Como disse o Rodrigo, estava mais pra festa junina.

A polícia foi instruída a praticamente não fazer nada, pra não piorar a situação. E ainda há uma lei que proíbe a entrada da polícia nas Universidades (onde os manifestantes se refugiam), desde um acontecimento histórico de quando a polícia entrou nas Universidades e matou pessoas. Ou seja, estamos vivendo uma guerra com fraiz.

As manifestações continuaram durante toda a semana. O mais engraçado é ficar assistindo na TV os gregos comentando o que está acontecendo. Eles colocam vários quadrinhos com pessoas falando ao mesmo tempo, com aquele jeito grego e exaltado de falar. Fica uma gritaria nervosa, todo mundo falando ao mesmo tempo e não dá pra entender nada.

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