Sábado dei uma volta pela Akropoli e fui andando até o Templo de Zeus, que estava fechado. Como ainda não tenho o mapa de Atenas, lá fui eu pedir informação pra achar o estádio Panathinaiko, onde ainda não tinha ido. O bom é que aqui todo mundo sempre diz que é mais longe do que realmente é. Duas pessoas me disseram que levava cerca de 15 minutos pra chegar lá, mas na verdade eram só 5.
Segui as direções e logo cheguei ao antigo estádio Panathinaiko, construído em 566 a.C. e reconstruído em 329 a.C., inteiramente em mármore branco. O estádio foi restaurado em 1870 e em 1895 foi reformado para a realização dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna em Atenas. Um casal de turistas, que também estava lá apreciando, começou a conversar comigo em inglês, e continuamos conversando por um tempo, até que eles falaram algo em português entre si e descobri que eram brasileiros, de Porto Alegre.
Mais tarde, fui pra balada com Patrick (tcheco) e Andrej (romeno). Nos encontramos em Syntagma perto da meia-noite e pretendíamos ir a Glyfada. Mas a rua onde pega o tram, que fica em frente ao Parlamento, estava bloqueada, pois tinha uma galera na frente do edifício para iniciar mais um protesto. Então mudamos os planos e fomos andando até Monastiraki, passando por uma galera de policiais por toda a parte. Fizemos um verdadeiro tour por várias baladinhas. Entre elas, tentamos entrar numa que parecia bem legal e pelo que Patrick me contou, ele já foi meio que expulso de lá porque estava numa "pegação" selvagem com uma grega. Como precisava de reserva pra entrar, tentei engabelar o segurança. Primeiro que ele não acreditava que eu era brasileira, disse que eu era inglesa e que tinha sotaque britânico. Falei que se tinha sotaque, era americano, pois tinha morado nos Eua. Depois perguntou meu nome e ele acreditava menos ainda: "Então você é brasileira, de pele branca, tem nome francês, morou na América e agora está aqui?". Mostrei meu passaporte brasileiro pra comprovar. Até que ele leu meu sobrenome e perguntou se era o mesmo dos cristais. Expliquei a origem da família e tudo mais. Gastei uns 15 minutos conversando com a criatura e ele só disse que eu tinha uma história bem interessante e lógico que não deixou a gente entrar.
No fim da noite, Patrick já havia gastado mais de 115 euros em bebida e eu cheguei em casa as 7h da manhã. Definitivamente curei meu trauma de taxistas gregos, pois os 2 últimos que peguei foram gente boa. Dessa vez, fiquei conversando com o taxista para saber a opinião dele sobre as manifestações e ele se empolgou tanto que até ficou falando mais depois que já tinha parado o carro para me deixar.
Domingo, dia de descanso. Patrick contou que dormiu no metrô voltando pra casa, e fez o caminho de Piraeus(porto) - Aeroporto três vezes. Ou seja, andou Atenas inteira várias vezes e foi acordado pela mulher do metrô algumas vezes, dizendo que se ele não saísse de uma vez, iam chamar um táxi para ele voltar pra casa.
Descobri que tem um lugar ótimo perto de casa que vende suvlakis deliciosos. O melhor, é que fica aberto aos domingos, coisa rara por aqui.