26 de ago. de 2010

De repente, não mais que de repente.

Foi como num soneto de Vinicius de Moraes que o destino me trouxe novamente à Grécia. Assim de repente, não mais que de repente. Quando me dei conta já estava em Atenas tomando um suco de laranja, como quem acabou de virar a esquina. Acho que preciso de uns dias para medir a o tamanho continental da rua que atravessei.

É fato que a intuição já havia me contado que deixaria Joinville muito em breve, mas não fazia idéia de como isso aconteceria nem que seria tão bruscamente. Confesso que vou sentir falta do aconchego familiar, da comodidade do carro na garagem, das aulas de dança, de desenho, do pilates, do curso de medicina oriental e é claro, das massagens da Marlize. Mas é hora de seguir em frente. Sete ansiosos e tumultuados dias após o primeiro contato da empresa que trabalhei anteriormente, estava subindo a serra para embarcar no aeroporto Afonso Pena.

No caminho para Curitiba, uma única certeza. A Sandrine que foi para Atenas em 2008 não é a mesma que está indo agora. Desde então tenho passado por um longo e precioso processo de descobertas e compreensões. A sensação que tenho é de que minha vida não teria mais sido possível se essa metamorfose não tivesse acontecido. Portanto, se você acha que viajar para o exterior é transformador, experimente viajar para o interior de si mesmo.

Pai, mãe, irmã e sobrinho no aeroporto. Confesso que desta vez a despedida foi mais emocionante em todos os sentidos. Um mix de sensações e muita gratidão transbordaram num adeus em lágrimas. Algo me diz que esta não é uma viagem qualquer.

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