O aeroporto por onde chega a maior parte dos turistas estrangeiros ao nosso país é lamentável. O calor tropical daquele dia não era contido pelo ar condicionado. Na enorme fila para conferência dos passaportes, um funcionário gritava com os estrangeiros em português. Os coitados não entendiam nada, enquanto a criatura insistia em repetir aos berros que já havia falado que era para todos estarem com o documento em mãos.
O vôo para Curitiba ainda ia demorar, então o jeito era passear no freeshop. Uma amiga que conheci na sala de embarque de Paris me pediu para passar uma parte das compras dela com os meus documentos, pois ela já havia ultrapassado o limite. Depois de ajudá-la segui em direção ao controle da alfandêga, mas no caminho me deparei com as minhas duas malas jogadas no meio do salão. O que elas estavam fazendo ali, se a Airfrance garantiu que iriam direto para Curitiba? Eu tinha mesmo desconfiado, pois teria que passar por um controle, além de que a Airfrance havia terminado o acordo com a TAM, porém eu havia insistido várias vezes na informação e o atendente me falou com todas as letras e segurança de que iria direto para o destino final. Sorte que as encontrei ali por acaso, abandonadas. Um funcionário já estava etiquetando todas para para levar à seção de bagagens esquecidas ou perdidas. Ele me disse que a Airfrance sempre informa errado, por mais que eles insistam para que informem corretamente.
O fato é que passei batido pela alfândega e um outro funcionário me ajudou a levar as malas enormes e abarrotadas até o outro terminal, em troca de uma gorjeta, é claro.
As atendentes das companhias aéreas estavam derretendo, algumas até passando mal. Em meio àquele calor insuportável, ainda tentei trocar a minha passagem para dar tempo de ir à praia, mas não deu certo. O jeito era fazer o check in e esperar quase dormindo o vôo para Curitiba.