9 de jun. de 2009

Rio 40 graus

Não haveria recepção mais calorosa. Após intensos cinco meses, cheguei ao Rio de Janeiro de sobretudo na mão e 40 graus de temperatura ambiente. Era o dia mais quente do ano me dando boas-vindas ao Brasil.

O aeroporto por onde chega a maior parte dos turistas estrangeiros ao nosso país é lamentável. O calor tropical daquele dia não era contido pelo ar condicionado. Na enorme fila para conferência dos passaportes, um funcionário gritava com os estrangeiros em português. Os coitados não entendiam nada, enquanto a criatura insistia em repetir aos berros que já havia falado que era para todos estarem com o documento em mãos.

O vôo para Curitiba ainda ia demorar, então o jeito era passear no freeshop. Uma amiga que conheci na sala de embarque de Paris me pediu para passar uma parte das compras dela com os meus documentos, pois ela já havia ultrapassado o limite. Depois de ajudá-la segui em direção ao controle da alfandêga, mas no caminho me deparei com as minhas duas malas jogadas no meio do salão. O que elas estavam fazendo ali, se a Airfrance garantiu que iriam direto para Curitiba? Eu tinha mesmo desconfiado, pois teria que passar por um controle, além de que a Airfrance havia terminado o acordo com a TAM, porém eu havia insistido várias vezes na informação e o atendente me falou com todas as letras e segurança de que iria direto para o destino final. Sorte que as encontrei ali por acaso, abandonadas. Um funcionário já estava etiquetando todas para para levar à seção de bagagens esquecidas ou perdidas. Ele me disse que a Airfrance sempre informa errado, por mais que eles insistam para que informem corretamente.

O fato é que passei batido pela alfândega e um outro funcionário me ajudou a levar as malas enormes e abarrotadas até o outro terminal, em troca de uma gorjeta, é claro.

As atendentes das companhias aéreas estavam derretendo, algumas até passando mal. Em meio àquele calor insuportável, ainda tentei trocar a minha passagem para dar tempo de ir à praia, mas não deu certo. O jeito era fazer o check in e esperar quase dormindo o vôo para Curitiba.

Fim de semana na Bélgica

28.02 Era sábado. Depois de um café da manhã com direito a croissants fresquinhos com nutella, Max e Laurence me levaram à Bruges, uma cidadezinha turística da Bélgica que parece cenário de filme. Comemos batatas fritas originais e fizemos um passeio de barco por entre os vários canais da cidade.

Depois do passeio, me rendi a um chocolate quente para descongelar, pois o frio estava de matar. A noite seguimos para Louvain, cidade universitária da Bélgica e onde está uma das universidades mais antigas da Europa (e muito bonita também). Lá encontramos uma amiga de Laurence que é cadeirante e fomos jantar em um restaurante bem aconchegante, onde provei também as famosas cervejas belgas. Entre elas, uma bem feminina, de framboesa.

01.03 Domingo era dia de conhecer Bruxelas, voltar a Paris e pegar o vôo de volta ao Brasil. Pela manhã, Max me levou ao Atomium, uma espécie de símbolo-mirante de Bruxelas e depois, junto com Laurece, visitamos a praça principal, símbolos da cidade e provei as famosas e tradicionais gaufres de bruxelles.

Max e Laurece foram muito atenciosos durante o fim de semana e naquela tarde de domingo, me deixaram na estação de trem onde me despedi do lugar de onde vieram os smurfs, as batatas fritas e os melhores chocolates e cervejas do mundo.

Precisei de um mapa e tive que fazer um mega tour no aeroporto Charles de Gaulle até achar em qual terminal e andar havia deixado a minha outra mala, encontrar onde fazer os procedimentos do tax free e finalmente o check in. O vôo estava com overbooking e o pessoal da Airfrance me ofereceu 100 euros e hospedagem para que eu ficasse na lista de espera. Tentador, porém aquele era o último dia do meu visto e eu tinha que deixar a União Européia de qualquer jeito.

Foi uma longa espera. Haviam dois vôos GG indo para o Brasil naquela noite, um para o Rio e outro para São Paulo. Faltavam poltronas na sala de embarque, estavam transbordando brasileiros. Foi aí que lembrei que era domingo e o fim do feriado de Carnaval no Brasil, o que explica a quantidade absurda de conterrâneos naquele lugar.

Nunca havia voado num avião tão grande. Era de dois andares e me falaram que era o maior do mundo. Eu nunca vi tanta gente entrando num só avião. Havia um casal de Petrópolis muito simpático ao meu lado, que queria ir a Grécia no ano que vem. Dei algumas dicas, assisti a um filme e depois do jantar, dormi até a hora do café da manhã.